Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Aluisio Marins

O bem estar animal

Está na moda, especialmente depois do garrote que morreu em Barretos, o tema “bem estar” dos animais utilizados pelo homem. Acho importante o assunto, já que nós, amantes dos cavalos, participamos paralelamente a tudo isto, afinal, montamos e somos responsáveis pelos cavalos que temos ou trabalhamos. Afora os exageros de muitas pessoas que apenas enxergam somente o que os olhos enxergam, poderíamos sim elencar algumas idéias acerta do bem estar dos cavalos, mas não somente com tópicos, mas talvez perguntas: Seu cavalo vive em equilíbrio entre o que você precisa dele e o que ele precisa naturalmente falando? Seu cavalo tem direito a água de qualidade, com bebedouros limpos pelo menos a cada 3 dias na semana? Seu cavalo trabalha com lesões de cernelha ou mesmo machucados nos cantos da boca? Seu cavalo come demais para o trabalho que realiza? Seu cavalo come pouco para o trabalho que realiza? O volumoso é fornecido a vontade? Os equipamentos – selas, cabeçadas, mantas – sã...

O material de couro

Outro dia mostrei a alguns alunos uma cabeçada que tenho desde 1980. Está em uso e poucos acreditaram. Mostrei, também, minha primeira sela, que ganhei há 27 anos. Não está mais em uso, mas em perfeitas condições, e se quiser usar, está pronta. Um dos alunos perguntou-me como fiz para manter estes materiais em estado de uso, e se era vantagem manter o material por tanto tempo. Em épocas de descartáveis e recicláveis, entendo a pergunta, mas para os meus cavalos e meu dia a dia prefiro materiais mais tradicionais, o tempo antigo. Uso materiais de couro, selas feitas por seleiro tradicional, artesanal, costuradas manualmente. As cabeçadas em couro, e grande parte dos bridões e freios que uso, são muito antigos, do meu tempo de criança. A sela e a cabeçada devem ser da mesma cor, se marrom, tudo marrom, se preto, tudo preto. Você pode estar surpreso ou mesmo não concordar com tanta coisa “velha” usada nos meus cavalos, mas gosto e prefiro o tradicional. Não abro mão das coisas novas...

Segurança

O cavalo é um predado, uma presa. Praticamente estamos vendo esta frase saindo da nova onda de profissionais, “horsemen” de todo o Brasil e do mundo. Uma onda grande de novas pessoas que, com ou sem experiência, entram neste universo profissional muitas vezes arriscando a própria integridade física para tal. Mas, não é desta segurança que quero falar hoje, mas sim da segurança do cavalo. Conversando com uma amiga que está lendo um livro alemão de equitação, dizia-me ela que uma das ideias mais citadas é que o cavalo, como presa, predado que é, deve enxergar o Homem como fonte de segurança, de confiança. Novamente podemos dizer que este é mais um “quase clichê” do nosso mundo do horsemanship. Mas, quantos cavalos você conhece que realmente pensam assim? Quantos profissionais do cavalo realmente trabalham para isto acontecer? Eu, particularmente conheço poucos, muito poucos. Posso lhes dizer que os nossos aqui da Universidade do Cavalo são assim depois de um tempo de treinamento. Ima...

Quantos sons emitem os cavalos?

Sugiro o excelente livro “Guia Essencial do Comportamento do Cavalo”, do autor Desmond Morris, da Editora Cães, Gatos, Periquitos e Cia. É uma ótima publicação para quem quer conhecer mais sobre o comportamento dos cavalos. Gostaria de compartilhar com vocês uma parte interessante do livro, que trata dos sons dos cavalos. Todos nós já conhecemos estes sons e os vivenciamos com nossos cavalos. Com certeza, ao ler os tipos abaixo, lembraremos das situações do dia a dia de nossas cocheiras. Segundo o autor, os cavalos possuem uma linguagem simples e útil. Através dos sons, os cavalos transmitem seu estado de espírito aos companheiros. Existem oito sons principais: Resfôlego : é emitido nas situações de perigo ou dúvida sobre o perigo. Este som emitido serve para 2 coisas: alertar os outros membros do grupo e limpar as vias respiratórias que ficam prontas para a ação de fuga e para uma melhor respiração. Guincho : é um sinal defensivo. É emitido, por exemplo, quando éguas estão com as ...

Quem é o cliente do treinador

Quando um centro de treinamento recebe um cavalo, várias frentes e ideias devem ser consideradas no atendimento deste cavalo. Além das questões práticas do dia a dia como as técnicas de treinamento a evolução do cavalo, os equipamentos necessários para isto, devemos analisar e considerar muito o proprietário deste cavalo, quais as características e os anseios dele, e o quanto ele participa da vida do cavalo em treinamento. Alguns treinadores não gostam da participação ativa, maciça do proprietário do cavalo na vida de treinamento dele. É, também fato que alguns proprietários exageram nesta participação, colocando ideias e misturando um pouco a relação de confiança no treinador. Dão palpites exigentes, querem mudar o sistema de treinamento, entram em campos que são mais exclusivos do treinador do que de qualquer outra pessoa, mesmo que esta seja o dono do cavalo. Dá a impressão que esqueceram que confiaram seus cavalos a alguém que presta um serviço, e que a opção do cavalo estar ou...

Solução x Opção

Visitei uma escola de equitação esta semana. Um local super agradável, com pistas excelentes, áreas de lazer interessantes, cocheiras boas. Um belo restaurante na beira da pista, excelente professores. Cavalos bons, localização boa, clientes legais. Tudo certo, exceto o baixo número de alunos. Conversando com o proprietário, descobri que a escola tem um numero de alunos que poderia ser dobrado, e que muitos estavam em outra escola da cidade. Enquanto conversávamos uma aula estava acontecendo. Fiquei conversando com o dono e assistindo à aula. Por 1 hora o professor conversou com os alunos, atendeu ao telefone, parou para falar com o tratador, saiu para ir ao banheiro e obviamente passou os exercícios aos alunos. Num momento, saiu da pista por cinco minutos, e quando voltou ficou no telefone por mais cinco. A aula foi boa tecnicamente falando. Boa mesmo. O conteúdo era muito bom, mas perdia-se muito tempo com outras coisas que não eram a aula e a sensação para o aluno era estranha. ...

O encantador

Quem me conhece sabe que sou contra o rótulo “encantador”. Seja de cavalos, seja de qualquer outra coisa, acredito mais na competência técnica e no estudo através de vivencias práticas do que propriamente “dons” como o termo encantador tenta passar às vezes. Na ultima semana comprei o livro “O Encantador de Cães”, de autoria de Cesar Millan e Melissa Jo Peltier, Editora Versus. Assisto ao programa de Cesar Millan frequentemente, não por ser um apaixonado por cães, mas principalmente por entender que faço com os cavalos o que ele faz com cães, e mais, assisto para analisar como ele se relaciona e lida com os proprietários dos cães que atende. Enfim, gosto da forma como ele trabalha cães e seus proprietários, e tento colocar em pratica o que aprendo com ele. Lendo o livro, encontrei um parágrafo sobre os cães chamados inseridos na sociedade moderna, ou os cães “urbanos”. O trecho diz “...os cães de hoje, na sociedade moderna, demonstram uma carência singular...os cachorros da nossa s...

O haras - sítio

“Roubei” o termo acima da amiga Claudia Leschonksi. Quantos destes você conhece? Eu, muitos. São sítios pequenos, de proprietários que passam os finais de semana no tripé piscina - campo de futebol – churrasqueira. Um belo dia um amigo convida para um leilão de cavalos. Este amigo já é um participante do mundo dos cavalos, possuindo exemplares no seu que já é um Haras-Sítio. Lá vão todos, em uma noite quase que de gala, ambiente agradável, comidas e bebidas de leilão, pessoas interessantes, e um ambiente propício para a aquisição de um cavalo. Começa o espetáculo, e lá pelas tantas entra no palco ele... Preto, grande, forte, gordo, crinudo, montado fazendo evoluções incríveis. Encanta a muitos e os lances começam a pipocar. Para encurtar a historia, o cavalo vai para o mais novo Haras-Sítio do Brasil. O tal cavalo é um garanhão. E, com a aquisição de um garanhão, vale a pena, segundo amigos do novo proprietário, encontrar uma égua para este garanhão, e passar a viver então no “mundo ...

Quando o treino vira prova e a prova vira treino

Um excelente artigo assinado por Jango Salgado na revista Western Magazine fala sobre a mistura, a confusão que alguns treinadores fazem com relação ao treino e a prova. Tentando resumir, o artigo diz que não podemos confundir o que queremos no treino e na prova, da mesma forma que não podemos exigir as mesmas coisas dos cavalos quando estamos no treino e na prova. Quando estamos em casa, treinando, devemos e até certo ponto precisamos dos erros dos cavalos para sabermos as correções e para que tenhamos em mãos o controle dos nossos cavalos. Já na prova não temos como deixar o cavalo errar, ou mesmo, se o erro acontece (o que é normal), temos poucos recursos naquele momento. A confusão ocorre quando, no treino, trabalhamos na antecipação, na prevenção pura do erro, não deixando com que o cavalo cometa deslizes e montando sempre preventivamente. Nesta hora temos todas as ferramentas, técnicas, idéias e principalmente tempo para que possamos fazer as correções, mas, ao bloquearmos ...

Carreira profissional

Formamos muitos alunos nos diversos cursos oferecidos pela Universidade do Cavalo. Independentemente da área, vemos pessoas que passam de 1 dia a dois anos conosco, nos mais variados períodos, durações e interesses desejando ampliar conhecimentos, trocar informações, seja por opção ou necessidade, mas com certeza chegam aqui porque querem, desejam. Certa vez escrevi um artigo para a Western Magazine sobre o que chamei na época de “botões mágicos”, onde comentava sobre a idéia de que para se montar um cavalo não basta acharmos que existem botões que ao serem apertados nos colocam os cavalos na forma que desejamos. Da mesma forma, o profissional do cavalo deve saber que uma carreira não é feita somente em um curso ou em um momento isolado. Vejo que o fator tempo é muito particular, mas ao mesmo tempo muito importante e considerado talvez de forma errada por parte dos novos profissionais. Talvez pelo fato de termos as pessoas conectadas mais rapidamente, estes jovens tenham a noção ...

A importância do medo?

Domar potros está longe de ser somente montar em algum cavalo que nunca recebeu uma sela. Mais longe ainda de ser um ato isolado de coragem, bravura ou mesmo dom. A doma vem mudando, pois os clientes dos cavalos vêm mudando. Enquanto no passado os cavalos eram domados para pessoas que já sabiam montar, atualmente domamos para quem nunca antes montou, ou monta há alguns poucos anos. Isto faz muita diferença, pois é fato que os cavalos devem ser domados, existe um alto número de pessoas com estes potros, e talvez este mercado não diminua, mas sim, aumente. Ao mesmo tempo, e meio que na contra mão desta realidade, vemos a genética avançada em todas as raças, as melhorias nas condições de criação, e a vontade por resultados mais rápidos batendo à porta dos domadores. Então, seria o mesmo que dizermos que os carros simples, mecânicos, de fácil manuseio serão substituídos por carros de alta tecnologia, potencia redobrada, velocidade alta, todos “turbinados”, para um publico que acabo...

Wolverine

Um Puro-Sangue Inglês de sangue nobre. Um amigo veterinário convida-me para vê-lo correr. Chega em 5º. lugar. Bom, mas nem tanto. Fico olhando o cavalo e enxergo, por experiência, um cavalo de CCE (Concurso Completo de Equitação). Faço a proposta de sociedade e fico com 50% do cavalo. Trago-o para a Universidade do Cavalo e inicio o trabalho, primeiramente de limpar a ideia de corrida, depois ensinar a ser calmo, somente a passo por meses, depois trotes leves. Iniciamos o trabalho de musculação dorsal. O tempo passa e um ano se foi. O cavalo veio se transformando aos poucos, levando a vantagem de ser morfologicamente excelente e muito calmo. Começa a nascer um trote de qualidade. De repente cai o trabalho, o cavalo parece estar aos avessos. Voltamos ao passo por um mês e retomamos nossas idéias de CCE. Mais 6 meses se passam e o cavalo vem se musculando da forma que desejamos. Limpo, sem lesões de nada, iniciamos um leve trabalho de salto. Ginásticas baixas uma vez a cada 10 dias...

A doma do encerado

Acredite, o que vou relatar é verdade. Um amigo, juiz de uma raça, contou-me que muitos haras desta determinada raça domam seus potros com a chamada “doma do encerado”. Segue a explicação: encerado é uma lona, destas plásticas, usadas para cobrir cargas ou mesmo materiais, protegendo da chuva. Pois bem, amarra-se o cavalo em um local seguro (seguro aqui é pelo ponto de vista de não conseguir escapar...) e, após toda a contenção, que muitas vezes é feita pelas patas (amarram-se as patas...!), joga-se o tal encerado no cavalo. O cavalo tenta escapar de qualquer maneira, mas obviamente está super preso. Depois de aterrorizantes tentativas regadas a muito pânico, pára (aqui, segundo os “domadores”, o cavalo se entregou...), e, neste momento, tira-se o encerado e joga-se novamente. Mais uma sessão de pura tortura e desespero até que o cavalo pare novamente. Amigos, estamos no século 21. O mundo pede para que paremos com os pensamentos ruins, que o meio ambiente seja preservado. Campanha...

Perguntas e respostas

Uma criança é mais facilmente convencida a fazer algo que não sabe fazer do que um adulto. Um adulto, obviamente, vai resistir mais ao que não conhece ou não quer fazer. Assim também são os cavalos. Um potro, com quase nenhuma experiência previa na vida, vai fazer mais facilmente o que solicitamos. Já um cavalo mais experiente pode resistir mais ao que não sabe fazer. São 3 perguntas que devem ser feitas para tudo isto dar certo, sendo o cavalo adulto ou potro: 1. O cavalo sabe fazer o que você está pedindo? 2. Você está pedindo direito? 3. O cavalo quer fazer o que você está pedindo? Para as duas primeiras perguntas, temos as respostas mais “na mão” – são questões que você deve resolver. Ensinar o cavalo e pedir direito são obrigações suas e não dos cavalos. Para a terceira pergunta, vale pensarmos em algumas saídas: 1. Bater no cavalo 2. Deixar o cavalo sem fazer o que você está pedindo 3. “Subornar” com balas, cenouras, etc 4. Analisar friamente se o cavalo sabe fa...

O tamanho da sela

Muito se fala sobre as selas. Os tamanhos, os tipos, as formas. Para cada modalidade um tipo especifico de sela é usado, potencializando assim a performance dos cavalos e cavaleiros. Para a correção de cavalos, assim como para a doma, aqui na Universidade do Cavalo usamos um tipo de sela western desenvolvido por nós, que dá segurança para os cavaleiros, e principalmente conforto para os cavalos quando são selados pela primeira vez. Muitas pessoas podem pensar que as selas western são muito grandes, pesadas e incomodam o cavalo, mas particularmente penso diferente. Uma sela de salto ou adestramento tem contato com o dorso do cavalo em pontos isolados dos suadores desta sela. Pressionam estas áreas deixando o peso do cavaleiro mais concentrado em menos pontos. As selas western são maiores em termos de suadores, e abrangem uma maior superfície do dorso do cavalo, fazendo com que o peso do cavaleiro seja mais distribuído no segmento dorsal. Assim, oferece mais conforto. Mas, existem se...

Back movers e leg movers

Leg movers: cavalos que se movimentam pelas pernas. Back movers: cavalos que se movimentam pelo dorso. O que isto significa? Um cavalo quando carrega seu cavaleiro, leva consigo um peso extra a ser resolvido enquanto se movimenta. As questões de equilíbrio e tranferencia de peso naturalmente se alteram a partir do momento em que o peso dele próprio cavalo soma-se ao peso do cavaleiro. É como você quando carrega alguém em seus ombros. Você consegue, mas tem que se adaptar ao peso para que não caia ou se desequilibre. Um cavalo deve também se adaptar a este peso, fazendo com que a força que ele tenha que fazer para se sustentar no trabalho venha da musculatura dorsal e não das pernas. Comparemos novamente com o ser humano: uma pessoa forte, que pratica abdominais diariamente, faz musculação e tem os músculos bem desenvolvidos e trabalhados, vai conseguir sustentar o peso de outra em seus ombros fazendo a força se concentrar nesta musculatura das costas e não deixará este peso ir ...

Quem doma um cavalo?

Domar um cavalo pode significar muitas coisas. Amansar, montar, conseguir fazer algo que antes não se conseguia, deixar o cavalo submisso, ganhar do cavalo. Para cada pessoa a doma tem um significado diferente, alguns positivos outros negativos pelo ponto de vista do cavalo. Quando tomamos a decisão de iniciar um potro, devemos sempre considerar que a partir daquele momento, um tanto a mais de responsabilidade sobre esta decisão passa a ser da pessoa, e não do cavalo. O cavalo não escolheu ser domado, nem tampouco trabalhado pelo ser humano. Por isso, ao iniciar um potro devemos ter este respeito, esta abertura, este comprometimento. Vejo muitos treinadores que, ao tomarem a decisão de iniciar o potro entram e travam uma batalha contra o potro, como se tivessem a obrigação de vencer, de ganhar, de ser mais ou maior do que o cavalo. Na verdade, o que vemos destes profissionais é um resultado pobre em qualidade, rico em palavras e atos brutos, e principalmente, um cavalo que passa a ...

As embocaduras

Sempre sou questionado, assim como muitos treinadores, sobre qual tipo de freio ou bridão deve-se usar em este ou aquele cavalo. Os proprietários trazem as embocaduras e me fazem esta pergunta. As respostas podem ser muitas, mas sempre respondo com uma pergunta: se, com aquela embocadura, o cavalo responde a todos os pedidos, é calmo, tranqüilo, não pesa na mão do cavaleiro, enfim, se tudo dá certo quando o cavalo é montado. Se a resposta for positiva, ou seja, se não existe nenhuma queixa por parte do cavaleiro com relação ao controle do seu cavalo, então digo que talvez a embocadura que ele usa está correta. Se a resposta for negativa, vou para mais três caminhos: os dentes foram checados? O cavalo é trabalhado frequentemente? Qual a modalidade que o cavalo pratica, ou o que o cavalo faz da vida? A partir destas três perguntas, consigo iniciar um pequeno diagnostico, não preciso, mas perto de uma resposta. Se o cavalo não tem os dentes checados frequentemente, pode se que as pont...

Um ruim e um melhor

Quem treina cavalos provavelmente sabe disso. Para todo dia “ruim” de treino, sempre vem o dia seguinte que é bom. Isto não é uma regra, mas sabemos que acontece bastante. Quando temos uma sessão de treinamento que julgamos ruim, ou que compramos umas brigas com nossos cavalos, sempre vem o dia seguinte onde a sessão vem boa e agradável. Por que isto acontece? Em minha opinião por dois motivos: o primeiro porque os cavalos são mesmo inconstantes no processo de evolução de manobras, pistas etc. Vão aprendendo com o tempo, vão se firmando no trabalho a partir de uma sequencia e da consistência do treinador em perceber esta evolução, que nem sempre é do dia para a noite. A segunda é porque todo treinador que se preze não termina uma sessão ruim com a raiva tomando conta dos seus pensamentos. Termina sim ciente de que não foi bem, e que algumas questões devem ser resolvidas no dia seguinte. Mas, talvez o grande motivo do dia seguinte ser bom é que os treinadores que enxergam que o ...

Doma Natural Inteligente

Na Universidade do Cavalo domamos nossos potros por um conceito que chamamos de Doma Natural Inteligente. Veja as bases do nosso trabalho: Trabalhar somente com profissionais excelentes. Promover o mínimo de desgaste físico para o máximo de resultados a cada sessão. Trabalhar com a relação ensinar/ aprender e não a relação pedir/ fazer Focar o trabalho de cada potro considerando as particularidades de cada um Trabalhar guiando-se pelo tempo do potro, ou seja, não ultrapassar limitações de cada potro. Calibrar o potro para seu proprietário ou cavaleiro. Trabalhar o potro preparando-o para ser um cavalo de sucesso para seus proprietários. Estimular intensamente a participação dos proprietários ou treinadores dos potros durante o período de doma. Respeito às pessoas e a outros cavalos. Certeza do manejo diário e higiene. Espírito de equipe Multifuncionalidade Acreditamos que desta forma estamos proporcionando aos potros oportunidades eternas de aprendizado e não ...

Notícias no Twitter